A UTOPIA



A UTOPIA
Tradução para linguagem popular
do livro de autoria de Thomas More

Bom dia, boa tarde ou boa noite
Conforme a ocasião
Do leitor que está lendo
“Brigado” pela atenção
Vou logo lhe apresentando
Novo trabalho e explicando
Porque da publicação.

Eu já falei sobre o Príncipe
Do autor Maquiavel
Também do Leviatã
Pra quem eu tiro o chapéu
Seu autor foi Thomas Hobbes
A quem dou dez e não nove
Que hoje mora no céu.

Traduzir um best seller
É coisa muito importante
Pra que todos tenham acesso
Mais uma obra marcante
Novo livro é “A Utopia
Thomas More, que alegria!
Lugar não tem semelhante.
  
O livro original
É do século dezesseis
Mais como seu conteúdo
Marcou o mundo de vez
Merece ser traduzido
E cada ver mais ser lido
E agora está com vocês.

Começo logo explicando
Que o nome UTOPIA
Vem do grego e quer dizer
Anote aí com alegria
nenhum lugar”, uma ilha
A mente do autor que cria.

Um diálogo culto e longo
Entre amigos viajantes
Sobre um jeito de viver
E um governo triunfante
Cada um uma visão
E chegaram a conclusão
Com essa ilha importante.

 Alguns dos seus personagens
Seus nomes eu vou citar
Rafael que se destaca
 Pedro Gilles é bom lembrar
Américo Vespúcio também
Viajor como ninguém
Se puseram a conversar.

 Cada um ali narrava
As suas experiências
Dos lugares que passaram
Povos, governos e vivência
Rafael na sua vez
Falou e sem escassez
Com sua forte influência:

UTOPIA era uma ilha
Onde tudo dava certo
Todos tinham onde morar
Pão, saúde e mar aberto
Governante diligente
Muita paz no continente
Um povo forte e liberto.

Não se via governante
Usando coroa e ouro
Pisando em seus governados
Se misturava com o povo
E até na religião
A ilha dava lição
Verdade um grande tesouro.

Na liberdade de culto
O grande templo era usado
Para todos em comum
Um ao outro respeitado
Seja por mil ou por um
Da paz não tinham jejum
 Nenhum credo rejeitado.

Exército ali existia
Mais para se proteger
Ou ajudar um vizinho
Que estivesse a sofrer
Injustiça desmedida
Contava com aquele ilha
Apoio por merecer.

Diz o autor e está certo:
“Governante que viver
Na luxúria e na riqueza
E vendo o povo a sofrer
É melhor ser carcereiro
Porque um rei verdadeiro
Não deve assim proceder”.

Fala sobre a injustiça
Critica severamente
As condições desiguais
Para o povo e sua gente
O homem é bom a vista
Não pensa em ser egoísta
Não quer seu irmão indigente.

Apesar de terem fé
Na ilha tem permissão
Para usarem a eutanásia
Conforme a ocasião
Sendo doença mortal
Desengano tal e qual
Sacerdote e confissão.

Cita ainda a grande obra:
“É próprio da sabedoria
Procurar felicidade
E viver em harmonia
Sem violar nossas leis
Seja o plebeu ou o rei
Amigo, pai ou família”.

Por fim quero encerrar
Informando que o autor
Não quis falar do impossível
Mas mostrar para o leitor
Que é possível ter acesso
Governo bom e honesto
E possível sim, senhor.

Reconhece que é difícil
Mas impossível não é
Vai depender mais do povo
Da garra, vitória e fé
Pois, unido, o povo é forte
Sul, nordeste e até o norte
Homem, jovem e a mulher.

 O autor nasceu em Londres
Em Mil quatrocentos setenta e oito (1478)
Foi um grande advogado
Cm vinte anos formou-se
Foi também um diplomata
Cristão na fé e na pratica
Humanista, destacou-se. 
  
Acreditava em Deus
E na sua providência
Nossa alma é imortal
Destino d’alma e clemência
Propriedade coletiva
Entre o povo dividida
Sem Estado dar sentença.

O regime é democrático
Punição aos delinquentes
Reconhece quem trabalha
Protege o homem decente
Para quem vem delinquir
Punição terá que vir
Para quem for imprudente.

Mesmo com esse regime
Tem classes especiais
O monarca e o clero
E os intelectuais
Porém vivem diferente
De regime indecentes
Com castas altas demais.

Nesse livro o autor fez
Críticas a sociedade
Da época em que viveu
No país e na cidade
Visando mais inclusão
Mais direitos ao cidadão
Combate a desigualdade.

Escrito em Junho de 2018

Paulo Tarciso
 -autor - 

Thomas More foi morto por decapitação, em Londres, no dia 6 de julho de 1535, em processo promovido pelo Rei Henrique VIII e sua obra A Utopia inclui-se entre os precursosores do socialismo.







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