O CORDEL DO CORONA




Cordel do corona
Por Paulo Tarciso

Pediram pra escrever
De um assunto do momento
De um tal coronavírus
Que tá virando um tormento
Número de vitima aumentado
Todo mundo comentando
Mantenha o distanciamento!.

Essa praga começou
Faz pouco tempo, em dezembro
Ano passado, eu recordo
A cada dia crescendo
Como o cuidado foi pouco
Grande foi o alvoroço
E muita gente morrendo.

Dezembro foi concluído
Mês de janeiro chegou
Carnaval em fevereiro
Pouca gente se ligou
Entre festa e alegria
Muita gente na folia
O vírus então se alastrou.

Gente sendo infectada
Grande foi a agonia
Cada dia, nova vítima
Gente morta noite e dia
E os jornais noticiando
Alguns até alarmando
Desvio de verbas é “folia”.


Como em governos passados
Foi pouca a preocupação
Pra construir hospitais
Desvios foi de trilhão
Na copa Fifa Brasil
Estádios se construiu
Muitos sem ter conclusão.

Começaram a corrida
Para fazer de improviso
Uns hospitais de campanha
Nesses estádios aqui friso
Novos rombos apareceram
Governadores e parceiros
“acharam seu paraíso”


A Polícia Federal
Começou a operação
Sobre esses grandes desvios
Chamada de covidão
Mortes viraram manchetes
Político ruim não esquece
Não deixa a corrupção.


Número de mortes aumentando
Tá no jornal todo dia
Uns aumentando o pânico
Pra causar mais agonia
E o mundo apavorado
Do enfermeiro ao soldado
Só perdendo a alegria.


Veio da china essa praga
Foi de lá que se espalhou
Alguns estão comentando
Jornal até comentou
E o povo a se preocupar
Em prisão domiciliar
O mundo inteiro parou.


Como cantou Raul Seixas
Que gravou com maestria
“O dia que a terra parou”
Parece foi profecia
Todo comércio fechou
Igreja não celebrou
Como antes acontecia.


Filhos que estavam distantes
Para o “ninho’ retornou
Voltando à convivência
Entre irmãos, pais e avô
Restaurando a comunhão
A casa  virou prisão
Calor humano voltou.


Feito pássaro sem ter asa
Livre, porém, sem andar.
Estão agora as pessoas
Máscaras no rosto a usar
É a recomendação
Vamos aprender a lição
E a todos respeitar.


Deixar de ser presunçoso
S se achar sempre o maior
Andar de venta empinada
Dizendo: “eu sou o maior”
Seja agora diferente
Haja mais humildemente
Senão você fica só.

Um remédio eficaz
De bom efeito e barato
Que se chama cloroquina
A politica fez seu ato
A venda foi proibindo
Governadores se unindo
Com prefeitos decretaram.


Cultos para os evangélicos
Também missas nas igrejas
Logo foram proibidas
Por precaução com certeza
Restaurantes, lanchonetes
Seja de Joao ou Janete
E bar que vende cervejas.


Interditadas as ruas
Motoristas “azuados”
Até salões de beleza
Nas ruas foram fechados
Só se abre padaria
Farmácia e na portaria
Um aviso improvisado:


“Só entre usando máscara”
Uma placa diz ao lado
Água pra lavar as mãos
Eu vi num supermercado
Álcool gel está ali
Pra doença prevenir
Ficando mais resguardado.


Novo modelo de aulas
Sem aluno está presente
Viraram aulas online
Uma invenção excelente
Para o ano não perder
Internet tem que ter
Quem não tem está “ausente”.


Professores também querem
Seus alunos ajudar
Pra que o ano letivo
Deles não venha atrasar
Grande esforço estão fazendo
Novas formas aprendendo
Assim se atualizar.


As lives viraram moda
Sertanejos dando Show
O povo assiste, é de graça
Ainda manda um “alô”
Sem precisar de ingressos
Com milhares de acessos
Muita gente ajudou.


Por fim aconselho a todos:
Tenha fé no coração
Fique em casa e use máscara
Só saia com precisão
Se alguém pedir ajuda
Não deixe a boca muda
Ajude e estenda a mão.

Buíque, 27 de Junho de 2020











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