A CAATINGA DECLAMADA


A CAATINGA DECLAMADA
Autor: Paulo Tarciso. 

Amigos me deem licença
Pois agora eu vou falar
O tema hoje é caatinga
Se quiser pode anotar
Vem do Tupi-guarani
Por isso anote aí
Para depois se lembrar.

“Mata branca” digo agora
É seu significado
Aqui em nosso país
Está bem representado
Nos Estados do Nordeste
Terra de cabra da peste
Vou lhe dizer cada Estado.

Paraíba e Ceará
Pernambuco e na Bahia
Sergipe e Alagoas
Digo mais com alegria
No Estado Piauí
Caatinga tá por ali
Frio a noite fogo ao dia.

Pelo Rio Grande do Norte
Se estende lá a caatinga
Norte de Minas Gerais
Ela por lá predonina
As secas são prolongadas
Poeira sobe na estrada
E o semi árido é o clima.

Ação humana mudou
Cerca de oitenta por cento
Do que era original
Isso digo com lamento
Os recursos naturais
Com isso sofrem demais
As vezes falta alimento.

Áreas de conservação
Em número tem trinta e seis
Que é menos de um por cento
Vejam perdemos a vez
De um ar mais natural
E esse calor infernal
Foi o homem que assim fez.

Setecentos e tinta e quatro mil
De quilômetros quadrados
Corresponde a dez por cento
Do território marcado
Dentro do nosso país
O livro assim já me diz
E aqui está confirmado.

Falando em temperatura
São elevadas demais
Entre vinte e cinco graus
E vinte e nove é e outra mais
Solo raso e pedregoso
O clima a noite é gostoso
Rochas na frente e atrás.

As chuvas na região
Vem na chegada do ano
E tudo que estava seco
Vai logo ressuscitando
O mato seco enverdece
Os frutos logo aparece
A esperança voltando.

É que a recuperação
Do bioma em rapidez
Vai sim mudando a paisagem
Pau seco sem cor e vez
Vai logo brotando folhas
Ao ver a água em bolhas
Se acaba a “viuvez”.

Os problemas sociais
Na região são presentes
A baixa renda é um deles
Quem vive aqui sei que sente
Até escolaridade
Seja no sítio ou cidade
Pede atenção bem urgente.

Afinal em habitantes
Na caatinga e seus rincões
Vou dizer aproximado
Tem 25 milhões
Falta sim seneamento
Tem ruas sem calçamento
Políticos espertalhões.

Mortalidade infantil
É alto o número, faz pena
É árido até no nome
Mas melhorou sei do lema
Se o povo aprender votar
E muito mais, se cobrar
Vai ver a situação “amena”.

Principal atividade
Na caatinga é a pecuária
Mas com a seca constante
Sem a água necessária
Prejudica a região
Isso já é tradição
O Gonzagão já cantava.

Veja o Rio São Francisco
Um grande libertador
Trazendo água e progresso
Quem da água já usou
Fazendo irrigação
Viu progresso no seu chão
Tem poeta e cantador.

E as plantas da caatinga
Vou citar algumas delas
Xerófilas que se adaptam
À seca mas que são belas
Mas tem também umbuzeiro
E o mandacarú “flexeiro”
E muita planta amarela.

Já a fauna da caatinga
Tem répteis representados
Por lagartos e por cobras
Roedores e por sapos
Tem cutia e tem gambá
Tatupeba e o preá
Arara azul e veados.

Árvores como umburana
Está na vegetação
Tem de 2 a 5 metros
Embeleza a região
As paisagens naturais
Na caatinga tem demais
Turismo boa opção.

A região da caatinga
Tem vaqueiro e aboiador
Violeiro e repentista
Que ao verso dá valor
E foi nessa região
Que viveu o Lampião 
Que sua fama deixou.

Você que não conheceu
Não deixe o tempo passar
Marque com a sua turma
E venha sim passear
Conhecer belas paisagens
No São Francisco ás margens
Tomar banho e peixe assar.

Obrigado por me ouvirem
E aos que leram o cordel
Foi o que pude escrever
Olhando para esse céu
Azul de um sol escaldante
De um povo forte e vibrante
Pra quem eu tiro o chapéu.


Paulo Tarciso Freire de Almeida
Autor.  Buíque- PE
Escrito em 25.04.2014


2 comentários:

  1. Lindo demais, Paulo!
    Sou estudante de Geografia da Universidade Federal de Minas Gerais. Me deparei com os seus versos enquanto buscava informações para um trabalho de faculdade. Sua arte me tocou, faço questão de repassar aos meus colegas e divulgar o seu trrabalho. Saudações ao povo de Pernambuco. Viva a arte!

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  2. Boa tarde meu amigo.Só estou vendo sua mensagem agora. Obrigado pela visita ao meu site. Fico grato pela divulgação do meu trabalho.Fique à vontade. Abraço a você e seus alunos.

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