A GUERRA DE UMA NAÇÃO CONTRA UM MOSQUITO

      


A GUERRA DE UMA NAÇÃO
CONTRA UM MOSQUITO
Por Paulo Tarciso


Me pediram pra falar
Sobre a Dengue e a tal de Zica
Também sobre a Chinkungunya
E dessa praga maldita
Que se alastra no país
E tem gente até que diz:
“É uma grande desdita”.

Quem transmite é um mosquito
Aedes Aegypti seu nome
Que pouca gente o vê
Parece que ataca e some
Se reproduz aos milhões
Sempre deixas os grilhões
A toda força consome.

A picada desse inseto
Derruba homem e mulher
Até criança inocente
Perde o equilíbrio do pé
Dengue, zica e chikungunya
Diferença e cada uma
Eu vou lhe dizer como é:

Brabo como Lampião
Campeão de UFC
Pobre, rico ou mendigo
Peça a Deus pra nunca ser
Picado pelo mosquito
Se ele chegar dê um grito
Pra virem lhe socorrer.

Sobre a Dengue e seus sintomas
Primeiro eu vou falar
Febre alta, calafrio
Dor no corpo e mal estar
Vômito, mancha e diarréia
Tira o apetite a idéia
Cuidado pra não pegar.


Pode até causar a morte
Caso venha hemorragia
E para o hipertenso
É um a grande agonia
Também para o diabético
Se pegar vá logo ao médico
“Padre nosso Ave Maria”.

E sobre a chikungunya
Essa é como um castigo
Seus sintomas vou falar
Pois escute o que lhe digo
Tenha muita atenção
Cubra bem pernas e mãos
Não dê ao inseto abrigo.

Os sintomas da doença
Febre alta e dor no corpo
Também articulações
Parece quebrando o osso
Fica tudo inflamado
Calcanhar, punhos e braço
Dor do dedo até o pescoço.

Esses sintomas podem
Perdurar meses e anos
A vítima pode ficar
Torta pela rua andando
Pois só a graça de Deus
Clamando o crente ou ateus
Pode mudar os seus planos.

E sobre a tal de Zica
Parece nome de gente
Seus sinais eu vou falar
Pega até em inocente
Seus sintomas digo agora
Preste atenção nesta hora
Mostre que é inteligente.

Febre três ou cinco dias
Os olhos avermelhados
Coceira por todo canto
Eczemas lado a lado
Com bebê em formação
Merece mais atenção
Sintomas são aumentados.
Causa microcefalia
O bebê pode nascer
Com uma deformação
Por isso é bom dizer
Quem deseja engravidar
O melhor é adiar
Pra mais segurança ter.

A zica vem atingir
O país e vou dizer
As regiões do Brasil
Que é para se precaver
Nordeste o Centro Oeste
E também lá no Sudeste
E digo mais a você:

Como evitar as doenças
A receita vou falar
É guerra contra o mosquito
O filho, o pai, quem chegar
Não deixe água parada
Quintal ou dentro de casa
Pra essa guerra ganhar.

Fiscalize sua casa
Oriente o seu vizinho
Pois se ele não cuidar
Nasce o mosquito no “ninho”
Atinge ele e você
Faça o mosquito morrer
Mosquito é igual a espinho.

Garrafas e sacos plásticos
Não deixe expostos ao vento
Vindo a chuva sobre eles
Será um grande instrumento
Para a reprodução
Do mosquito e a confusão
Dê um fim enquanto é tempo.

Pneus velhos no quintal
É coisa que não convém
Pois chovendo enche d’água
E sem que veja ninguém
Vira logo hospedaria
Do mosquito e sua família
Reproduz oitenta ou cem.
Piscinas e tanques d’água
Sem tampar é um perigo
Vira hotel cinco estrelas
Para o inseto, o mosquito
Tampe bem e olhe sempre
Pois nesses recipientes
Pode está o inimigo.

Como é o tratamento
Vou agora lhe ensinar:
Ao sentir qualquer sintoma
O médico vá procurar
A automedicação
Na verdade é contramão
Por isso é bom evitar.

Até hoje não se sabe
Bem especificadamente
E para cada doença
Um remédio competente
O tratamento é apenas
Pros sintomas um “amena”
Talvez venha mais na frente.

É bom beber muita água
Ou suco de qualquer tipo
Remédio por conta própria
O médico diz e eu repito
Pode o problema aumentar
Em vez da cura chegar
Pode chamar o perigo.

Ainda bem que estão
Estudando uma vacina
Pra vencer de vez a guerra
Mas tem que manter faxina
Eliminar o mosquito
Digo e ainda repito
Faça nele uma chacina.

Em quarenta e cinco dias
Apenas um mosquito só
Com sua metralhadora
E seu ferrão no gogó
Pode sim contaminar
Trezentas vítimas e deixar
Família inteira sem dó.
Lembro ainda ao ouvinte
Que um ovo do mosquito
Sobrevive mais de ano
O bicho é muito atrevido
Então fique em prontidão
Sempre de arma à mão
Pra se livrar do “mardito”.

A limpeza Deus amou
Já disse assim minha avó
Casa e quintal limpinhos
Seja na chuva ou no sol
Vamos todos dar a mãos
“Espada, força e canhão”
Guerra não se vence só.

Buíque, 02 de maio de 2016

Paulo Tarciso Freire de Almeida
autor

Escrito a pedido da professora Ângela Florentino
Escola São Félix de Cantalice. Buíque/PE


Nenhum comentário:

Postar um comentário