domingo, 22 de julho de 2018

ROBERTO CARLOS EM BUÍQUE




         Pois é, Roberto Carlos, o rei da juventude esteve aqui em Buíque. O show aconteceu no centro da cidade, com a presença de cerca de cinquenta mil pessoas, espalhadas na praça central, auxiliada por três telões que davam uma visão especial para as pessoas que assistiam o show pela Av. Cel. Antonio Cavalcanti, outro telão estava montado rua Osório Galvão e por fim o outro ficava na Av. Jonas Camelo, já que na praça central não comportava tão grande multidão, que formava uma espécie de cruz, sendo a cabeça central em frente a casa de D. Teté e seu Paulo (como as festas do comércio de antigamente), o braço direito subia pela rua Osorio Galvão e o outro braço, o esquerdo, seguia pela Av. Cel. Antonio Cavalcanti, enquanto o pé da cruz seguida pela Av. Jonas Camelo.


        O grupo musical “Som Bléss Set”, se apresentava enquanto a atração principal chegava à cidade. A banda cantava sucessos atuais e também  velhas canções dos anos 80, sendo aplaudida em cada canção que era encerrada. De repente a banda concluiu sua apresentação e poucos minutos depois convidaram ao palco: "-Senhoras e senhores, com vocês, Robeeeeerrtto Caaarlos !". 

          Parecia que a terra estava tremendo de tantos gritos e aplausos. Entra no palco o Rei da Juventude para executar o show mais esperando dos buiquenses. A surpresa foi que a música que abriu o espetáculo não foi a tradicionalíssima “Emoções”, mas “O amor é isso” nova gravação do seu amigo e parceiro musical Erasmo Carlos. Foi bastante aplaudido pela multidão. A seguir, Roberto cantou “As curvas da estrada de Santos”, e quando começava a cantar a terceira canção, deu problema na energia da praça, o que causou uma pane no equipamento de som, gerando um grande êh, êh, e êh êh, êh, êh, êh, êh !. Os produtores do show  acenderam algumas lanternas, conduzindo o Roberto para um camarim instalado no palco, enquanto os engenheiros do som tentavam encontrar a falha. 

         A escuridão na rua reinava, enquanto milhares de "lanterninhas" de celulares tentavam trazer alguma claridade para a população. De repente, tudo voltou ao normal. Os produtores explicaram o que aconteceu, pediram esculpas pelo imprevisto  e Roberto voltou a cantar, com o olhar um pouco abatido, mas artisticamente conseguindo disfarçar. O problema foi que em menos de cinco minutos, nova pane  e tudo foi paralisado. A multidão ainda esperou vinte, trinta minutos, mas como o problema não foi solucionado, foi anunciado em uma pequena caixa de som ligada à bateria automotiva, que o show havia sido cancelado e que nova data seria anunciada posteriormente. 

            Como era noite de lua, ao longe se via as multidões retornando para suas casas, enquanto um ônibus de luxo se aproximou do palco, saindo de lá conduzindo Roberto Carlos e sua orquestra. Eu ainda tentei me aproximar para presentear o astro com o meu novo livro, mas não consegui, entretanto, ao saber do meu esforço para me aproximar, o astro pediu para permitissem a minha entrada no ônibus para que pudesse receber o meu presente. Foi um momento ímpar. Quando retornava para casa, escutei a voz de uma criança chorando. Era o meu sobrinho, na casa vizinha que havia se acordado no meio da madrugada, dai eu me acordei e percebi que tudo não passou de um sonho. Foi apenas um sonho que tive na noite passada.       

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