terça-feira, 1 de maio de 2018

TERREMORTES



Neste dia 1º de maio, dia do trabalhador, publico mais uma poesia reflexiva de minha autoria, escrita em maio de 2017. Ela reflete sobre a crise mundial e também sobre a crise que atravessamos em nosso país, dedicando ela a todos os trabalhadores desta nação, especialmente aos que apreciam a arte da poesia.



TERREMORTES
         Por Paulo Tarciso

Sessenta e três foram mortos
Rebelião, anunciaram
Facções que disputam poder nas prisões.
A lei interna pratica onde a outra lei falha, a escrita.

Inventaram um novo tipo de lavagem:
Agora não é mais a cerebral,
nem de roupas ou calçadas de igrejas. É a lava-jato;
que não usa água nem sabão, mas algemas e prisões.
Piabas e peixes pequenos nas redes
Começam a ter a companhia de tubarões.

Dos canos mostrados na TV não se vê mais água
Só notas, aos milhões.

Homens, velhos e crianças fogem aos milhares dos seus quintais
Cercas embandeiradas e guerras os separam.
Um infante guerreiro se perde da multidão
Resta-lhe o sono e o barulho das ondas.

Lembram da baleia que transportou o profeta?
Disseram que sua irmã mais nova é azul
E não gosta de adultos, nem de profetas
Só de mocinhas e moços que não fogem do desafio
A primeira gerou “sorte” e a segunda, morte.

A nova moda é um grampo, o telefônico.
Uma bomba estourou em Brasília e o país está na UTI.

“A guerra se aproxima” diz o cartaz e a faixa
O mundo foi dividido: o opressor e o oprimido
Ou se resiste ou se abaixa.

               Escrita em 22 de maio de2017 

P.S. As imagens foram extraídas da internet. 

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