sábado, 26 de maio de 2018

AO MEU AMIGO DEDINHO: UM PÁSSARO VOANDO RUMO AO CÉU

 
                               
  
                           D eus chamou já vou subindo
                                    E le é meu pai, meu amigo
                                    D eu-me a vida e bem vivi
                                     I nda agora eu tava rindo
                                    N a vida tanto lutei
                                    H oje, agora eu me entreguei
                                    O  rei chamou: estou indo!.
 


           Não sou muito de postar homenagens pós morte. Até porque nesses momentos de introspecção, que todo ser humano passa na vida, só quem está atravessando o vale da dor é que sabe o quanto ela é profunda.  Porém, hoje com a partida do amigo Dedinho do posto, como era mais conhecido não poso deixar de fazer essa singela homenagem. 

            É que a nossa amizade, além de pura, era real. Sem máscaras morais ou religiosa. Era comum visitar Dedinho em sua casa, conversar a vontade, cantar com ele, tanto canções religiosas como também românticas que exaltam o amor e a beleza da vida e em alguns momentos até orar e realizar um breve culto com sua família. Dedinho era esse cara alegre, que sempre tinha uma nova para nos contar, e, as vezes até uma piadinha daquelas sem malícia, mas que faz a gente dar boas gargalhadas. 

            Como bom gerenciador dos seus negócios adotou Buíque como sua terra e aqui construiu um patrimônio considerável, não mais importante que a sua família, que muito tem contribuído com o desenvolvimento da nossa cidade, sempre procurando o que há de melhor para oferecer a sua clientela, em termos de posto de combustíveis e pousada, não só em instalações físicas, mas sobretudo em atendimento e atenção humana. 

            Boêmio e sonhador, como muitas vezes se dizia, era comum em alguns momentos de emoção relembrar os tempos da juventude, cantando: ”Boemia, aqui me tens de regresso”, do saudoso Nelson Gonçalves e outras vezes: “E a chuva a cantar, chuá, chuá”, cantada e recantada por vários artistas do  nosso cancioneiro. 

            Recentemente fez uma grande festa para celebrar seus setenta anos de vida, recebendo os amigos no salão nobre da Pousada Santos, numa grande festa que ficou na memória de todos que tiveram o prazer de se fazer presente.

            Mas, como diz o livro de Eclesiastes: “Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu; tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou (...)”, e para o nosso amigo Dedinho chegou o dia do chamado do dono da vida, e, ele como soldado obediente foi se apresentar diante de Deus, não com a cara enrustida, ou de dentes travados, mas como um bom comandante que cumpriu bem sua missão aqui na terra e não tem o que temer do outro lado da vida. 

         Foi um guerreiro. Mesmo enfrentando sérios problemas de saúde, sendo submetido semanalmente a três sessões de hemodiálise, nunca foi de esmorecer. Sempre esperançoso que um dia venceria aquela situação. Surgindo o momento do transplante, poderia ter adiado ou até mesmo recusado. Mas não era daqueles que fugir da luta. Mesmo consciente dos riscos dizia: Estou nas mãos de Deus. Que Ele faça de mim o que quiser. Não vou desistir!. E assim partiu para Recife, na companhia da família e amigos, de onde fez sua última viagem, agora rumo ao Pai Celestial.  

            Vai com Deus Dedinho. Sua luta pela vida, sua garra e determinação hão de servir de exemplos para todos nós. 

             Que Deus conforte todos os familiares e amigos.      

      

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