sábado, 19 de outubro de 2013

MINHA HOMENAGEM AOS PROFESSORES. "UM DISCÍPULO, MUITOS MESTRES"



Este blogueiro quando tinha entre 9 e 10 anos,  na Escola São Félix de Cantalice - antigo colégio das Freiras. Sou o segundo agachado a esquerda. O primeiro é João Paulo de Filadelfo, o 3º é Enoque de Pedro Bolão, o 4º é Adauto de Edgar, o 5º é Luis que trabalha no Posto N. Sra. das Graças e o 6º é Ricardo de Zé Tenório. Bons tempos.


       Nesta manhã, mesmo com atraso, quero apresentar meus parabéns aos professores, pelo seu dia, comemorado terça feira (15.10). 


            Foi voltando aos primeiros anos de minha vida que pensei nesta mensagem. Foi relembrando os primeiros dias de aula que a minha mente alcançou que comecei “rabiscando” essas palavras. 


            Voltei aos dias da minha infância quando estudei no antigo “Santo Ambrósio”, onde hoje funciona Jesus Informática, quando escutei pela primeira vez a estória de Chapeuzinho Vermelho. Foi lembrando meus passos  juvenis caminhando pelas calçadas da rua São João, passando pela antiga Cadeia Pública, pela casa do padre José Kherly, até chegar nas escolas Reunidas São Félix de Cantalice, antigo colégio das Freiras, onde atualmente funcionam as secretarias de finanças e administração do município que comecei “montar” esta matéria. 
Praça Major França - anos 70, pode onde este blogueiro passava toda tarde com destino à Escola Vigário J. Inácio

       Foi sentindo o cheiro da borracha, das cartilhas novas, sentindo a mão das primeiras professoras segurando a minha e cobrindo as letras “a”, “b”, “c” e mais adiante já assoletrando “b” com a” be-a-bá”, “b” com “o” = “bo”, “L” com “a”, “La” que é igual a “BOLA” que mergulhei no tempo e escrevo essas palavras, ainda sentindo a brisa do vento que soprava espalhando as folhas secas do lindo jardim que existia na época naquela escola, administrada pelas irmãs Gertrudes e Leônia. 

Este blogueiro com a irmã Gertrudes (Dez.2011) e a prof. Maria Andrade (D. Lilia)
 
        Que alegria quando já comecei a gaguejar as primeiras frases e quando descia da escola lendo tudo quando era palavra nas casas comerciais, nas placas com os nomes das ruas, placas dos veículos, etc. 


      Foi entrando no túnel do tempo que voltei às salas de aula da Escola Vigário João Inácio, rezei junto com diretora Lenira Cursino, professores e colegas uma “Ave Maria” e o “Pai Nosso” e cantei os hinos de Pernambuco e o Nacional, dancei quadrilhas no pátio daquela escola e toquei na banda marcial por vários anos.   


1-Lenira Cursino;   2-D. Lenilve Magalhães (Teté)   e     3-D. Inaura
         
            É com profundo reconhecimento que “tiro o meu chapéu”, dou um grande abraço e um “xero na testa” em cada professor que pacientemente me ensinou desde tenra idade. Declarando que tudo o que sou hoje, tudo o que tenho, em parte teve a contribuição de cada um desses “mestres”. 

         
             Compactuo com todos o direito de melhoria salarial e de condições de trabalho e mais do que isso, o respeito e o reconhecimento dos seus alunos. Reconheço que ser professor é ser um sacerdote e que seus discípulos precisam se comportar como tal, certos de que como um bom discípulo sempre consegue ir mais além do que um simples ouvidor.
Professora Lourdinha Vieira -  Exemplo de profissional e de ser humano

Profª. Yolanda Barros, não se cansa de lutar por nossa terra












         Citarei alguns nomes, dos quais tive o privilégio de ser sido seu aluno, porém, ciente do pecado de esquecer alguns, contudo, os que não foram referidos sintam-se também incluídos nesta homenagem, inclusive aqueles da AESA, onde cursei “Letras” e da ASCES, onde cursei “Direito”. 


         D. Edna, esposa de Edson de Cirilo, que, na minha lembrança mais longícua  foi quando comecei a escrever e ler minhas primeiras palavras. Na época estudava na Escola Duque de Caxias.  D. Lourdinha Vieira (professora de História), Yolanda e Lia Barros (Biologia e Redação), Maria Andrade (D. Lilia) que ensinava português, D. Inaura (estudos sociais), Ciana França (Inglês), Lenilve Magalhães (D. Teté) professora de Matemática, e como esquecer a irmã Gertrudes com suas primeiras lições de cristianismo, quando ensinava “ensino religioso” da qual ainda guardo na memória quando ela ensinava aquela passagem, na qual Jesus dizia para Pedro: “De hoje em diante serás pecador de homens!”. Na minha mente de criança, ficava imaginando, mas como pode ser: O homem jogar um anzol e puxar um homem das águas? E o anzol vai suportar?. Não sabia eu naqueles dias que o “anzol” ali referido, na verdade, era aquele que me pescou um dia e me tornou num cristão. 

            Encero aqui minha homenagem transcrevendo um texto do livro PEDAGOGIA DA AUTONOMIA, de Paulo Freire, publicado pela Editora Paz e Vida, cuja leitura conclui nesta manha, onde ele diz:

“Não sendo superior nem inferior a outra prática profissional, a minha, que é a prática docente, exige de mim um alto nível de responsabilidade ética de que a minha própria capacitação científica faz parte. É que lido com gente. Lido por isso mesmo, independentemente do discurso ideológico negador dos sonhos e das utopias, com os sonhos, as utopias e os desejos, as frustrações, as intenções, as esperanças tímidas, às vezes, mas às vezes, fortes, dos educandos. Se não posso, de um lado, estimular os sonhos impossíveis, não devo, de outro, negar a quem sonha o direito de sonhar. Lido com gente e não com coisas”.  (os grifos são meus).

D. Lia Barros, conversando com o saudoso Cyl Gallindo. Foto out. de 2012
Com o Dr. Paulo Muniz (Presidente da ASCES Caruaru/PE) e com a Profª. Dra.Perpétua

1-Dr. Paulo Muniz e colega André, 2-Com os Drs. Felipe Negreiros e Ronaldo Lira (dia da apresentação da Monografia do curso de Direito e 3-Dr. Oton Vasconcelos prof. Direito do Trabalho.

1-Com a Prof. Liana Lins. 2-com Prof. Perpétua e 3 com Prof. Ademário

1-Com Prof. Marupiraja Ribas (Juiz de Direito), 2-Prof. de Medicina Legal Dr. Xisto e 3-Com  Prof. Emérson de Assis 



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